Richa, Traiano e Plauto investigados na operação "Quadro Negro"
As matérias
estampadas na Revista Carta Capital e na Gazeta do Povo desta quarta-feira (13/01)
sacudiram a política paranaense. A advogada da empresa Construtora
Valor, envolvida no escândalo de desvio de dinheiro da construção de
escolas públicas, Úrsula Andre Ramos, prestou depoimento ao Gaeco e
segundo ela, os quase R$ 20 milhões desviados teriam sido usados nas
campanhas do Governador Beto Richa, e dos deputados Tiago Amaral (filho
do conselheiro do TC, Durval Amaral), Ademar Traiano e Plauto Miró.
Também estaria envolvido o secretário Pepe Richa, irmão do Governador.
De acordo
com o depoimento da assessora jurídica da Valor, ela teria questionado o
proprietário da empresa sobre o desvio deste dinheiro: ““Esse dinheiro
não ficou comigo, esse dinheiro foi feito repasse pra campanha do
governador Beto Richa e pra essas três campanhas [do filho do
conselheiro Durval Amaral, o deputado estadual Tiago Amaral; de Traiano e
de Plauto]. Foi o que ele me disse”, afirma Úrsulla.
Como tudo começou
A
investigação do Gaeco começou no ano passado, quando denúncias de
desvios das obras das escolas chegaram até a Polícia. Fiscais ligados a
Secretaria da Educação, na maioria funcionários de carreira, relataram
que atestavam notas de serviços com medições de serviços não prestados.
Assim, a empresa recebia valores de obras recém iniciadas, como se
estivessem praticamente prontas.
O
ex-diretor de Engenharia, Projetos e Orçamento, Maurício Fanini é quem
teria dado a ordem das medições. Fanini foi exonerado tão logo as
denúncias vieram à tona. O ex-vereador Juliano Borghetti, irmão da
vice-governadora Cida Borghetti, também foi denunciado por ter recebido
R$ 60 mil por ter intermediado a liberação dos pagamentos à empresa
Valor.
O que vai acontecer?
O
Ministério Público do Paraná já recebeu todo o processo de investigação.
Agora caberá ao Procurador Geral decidir se dará prosseguimento ao caso
na justiça, indiciando os acusados. O Governador Beto Richa, como tem
foro privilegiado, terá seu caso conduzido pela Procuradoria Geral da
República.
O
Governador Richa se pronunciou através de sua assessoria e disse que foi
o Governo quem denunciou o caso através de uma sindicância aberta na
Seed no ano passado. Os deputados Ademar Traiano e Plauto Miró disseram
que não tinham conhecimento ainda do teor do processo e não fizeram
outros comentários. Durval Amaral e Tiago Amaral não foram localizados.
- Com informações da Gazeta do Povo.

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