Mandato tampão em 2016 gera expectativa entre candidatos
MANDATO TAMPÃO EM 2016 GERA EXPECTATIVA ENTRE
CANDIDATOS
A Reforma Política em debate no Congresso
Nacional pode mudar significativamente a disputa eleitoral em 2016. Entre as
propostas analisadas quanto a questão da duração dos mandatos e eleições
gerais, ganha força uma proposta já aceita pela maioria dos parlamentares da
Comissão Especial formada para apresentação da PEC final que será votada ainda
este ano, segundo o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha
(PMDB).
De acordo com a proposta que está agradando a
maioria, o objetivo é a realização de eleições gerais em 2018, para vereador,
prefeito, deputado estadual, governador, deputado federal, senador e
presidente. Para que isto seja possível, a vertente mais forte é de que
tenhamos uma eleições municipais com previsão de mandatos de 2 anos, ou seja,
um “mandato tampão” até 2018 quando seriam realizadas as eleições para todos os
níveis.
Se esta proposta for aprovada pela comissão, no
plenário da Câmara e do Senado, os atuais prefeitos e vereadores podem
concorrer para o mandato tampão de 2 anos em 2016, bem como para novos mandatos
em 2018, os quais teriam, então, duração de 5 anos, sem reeleição, tanto para o
legislativo, como o executivo.
Ou seja, na prática, o que pode ocorrer é que os
atuais prefeitos e vereadores, caso sejam reeleitos nas sequências das duas
eleições municipais previstas, podem chegar a 11 anos diretos nos respectivos
cargos.
Aqui em Ponta Grossa, a expectativa é muito
grande. De olho na movimentação em Brasília, onde seu irmão, deputado federal
Sandro Alex (PPS) faz parte da Comissão Especial da Reforma Política, o
prefeito Marcelo Rangel (PPS) acompanha tudo de perto, com atenção especial,
pode até dizer que tem informação privilegiada neste caso.
A oposição, hoje representada pelos deputados
Péricles de Mello (PT), Márcio Pauliki (PDT) e Aliel Machado (PC do B), também
acompanham a tudo preparando estratégias múltiplas conforme o caso em que
se encaixar o novo cenário político que está se desenhando em Brasília.
Tudo isto, é claro, faz parte de um tabuleiro
muito complexo, onde os grupos políticos envolvidos desenvolvem projetos que
podem ser alterados conforme as propostas de mudanças na legislação eleitoral
possa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Resta aguardar cenas dos próximos capítulos.
* Paulo Sérgio Rodrigues, Comentarista político, radialista, trabalhou em
diversas emissoras de rádio, em TV e em jornais de Ponta Grossa, vem atuando há
25 anos no jornalismo de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais.
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